Vendas de Natal

Por Soeli de Oliveira

A partir de qual período as vendas para o Natal costumam se intensificar?

A partir de 20 de novembro, momento em que entra a primeira parcela do décimo terceiro salário no mercado e começa a grande safra de vendas do varejo.

Que tipo de ações de última hora podem ser feitas para fomentar os negócios na reta final?

É a hora de fisgar o consumidor no ponto de venda. Para isso, todo cuidado é pouco. Deve-se cuidar da esmerada exposição dos produtos, do merchandising no ponto de venda e no seu entorno, da manutenção das vitrines, que devem ser bonitas, decoradas e bem iluminadas; da limpeza e organização cuidadosa do salão de vendas, e a equipe de atendimento deve estar afinada.

O que é possível fazer em pouco tempo?

É hora de colocar a criatividade para funcionar. No atropelo das compras de fim de ano é preciso facilitar as compras de todas as maneiras. O hábito das pessoas deixarem as compras para última hora vem se intensificando. A boa exposição dos produtos e as promoções de vendas, que geram compras por impulso, são fortes apelos para conquistar o coração e a mente dos consumidores num piscar de olhos.  

Cite um exemplo de boa ação que precise ser planejada com antecedência:

O abastecimento da loja não pode ser deixado para última hora. É preciso ter, na loja, a mercadoria certa, na hora certa, pelo melhor preço. Dificilmente os fornecedores aceitarão um pedido na hora do rush do fim de ano.

Qual é a diferença entre as ações que podem ser feitas para lojas de rua e de shopping?

As lojas de shopping contam ao seu favor com a facilidade e segurança do estacionamento e do poder da sinergia do mix de lojas que facilitam fazer todas as compras em um só lugar. Já as lojas de rua podem explorar ao máximo a conveniência de serem encontradas no caminho de seu público-alvo.

 A localização e o porte do estabelecimento interferem?

A alma dos negócios é gente com vontade de comprar e com dinheiro para gastar, por isso, é consenso entre os especialistas em marketing que o fator número um para o sucesso no varejo é a localização. O segundo fator é a localização e o terceiro também é a localização do estabelecimento.

Outro elemento de peso levado em consideração na hora de optar por um ponto de venda é o tamanho do estabelecimento, uma vez que sem espaço é impossível oferecer variedade e quantidade de produtos, fatores considerados como relevantes pelas classes C, D e E.

Investir em propaganda, como anúncio em jornal local e/ou carro de som, é um bom negócio para o lojista?

É popular o ditado de que “quem não é visto, não é lembrado”. O maior retorno do investimento em divulgação é obtido quando a população está com dinheiro no bolso e disposição de comprar. A panfletagem, a utilização de faixas na frente da loja, carro de som e anúncios em jornais, principalmente nos de bairro, é um reforço na visibilidade ao alcance até dos pequenos negócios e são ações pontuais e de retorno imediato.

Qual é o papel das redes sociais, neste período, para o varejo?

As mídias sociais, principalmente o Facebook, têm sido o caminho mais curto para a manutenção do relacionamento com os clientes. Afinal, não se pode “lembrar da Santa Bárbara só quando troveja”.  O marketing de relacionamento possível de ser realizado através das redes sociais é único e difícil de ser imitado. É inigualável como ferramenta de indicação e para realização de convite pessoal para visitar a loja e conhecer os seus produtos.

Estender o horário das lojas de rua é uma boa medida a ser tomada?

No corre-corre de fim de ano, um grande diferencial das lojas de rua para atender os clientes que trabalham muito e, por isso, não dispõem de muito tempo para comprar, é estender o horário de atendimento até mais tarde.

Como recompensar o funcionário com essas horas?

As leis trabalhistas e os dissídios coletivos das categorias devem ser respeitados. Na falta de normas regulamentadoras o trabalho extra dos funcionários poderá ser recompensando através do pagamento de horas extras, melhores comissões e até com folgas compensatórias nos meses de janeiro e fevereiro, quando as vendas são fracas, dando um “oxigênio” para o fluxo de caixa da empresa.

As festas de final de ano, quando as pessoas geralmente compram presentes, são um bom momento para conduzir o cliente a adquirir, também, algo pra si e, assim, intensificar as vendas?

Quem adquire mercadorias para presente,  também compra para si. Um desconto ou condição especial de pagamento para quem compra um presente, na segunda compra, pode servir de incentivo para maiores compras, aumentando assim o ticket médio da loja.

Outras considerações:

Os melhores resultados nas vendas em datas especiais são conquistados através da competência, simpatia e empatia de colaboradores motivados e treinados. E isso é fruto das ações e relacionamentos cultivados durante todo o ano.

Soeli de Oliveira é consultora e palestrante do Instituto Tecnológico de Negócios, nas áreas de marketing, varejo, atendimento e motivação. www.itnconsultoria@sinos.net - E-mail: soeli@sinos.net   – Novo Hamburgo – RS.