Plano de negócio: desafio fundamental para o sucesso

Por Soeli de Oliveira

Um plano de negócio é um documento que descreve os objetivos de um negócio e o caminho para alcançá-lo, diminuindo os riscos e as incertezas. Ele permite identificar e restringir os erros no papel ou na tela do computador ao invés de cometê-los no mercado, onde além dos custos envolvidos, a sobrevivência do negócio poderia ser comprometida.

O plano é o instrumento ideal para quem quer ter um retrato fiel do mercado, do produto, das atitudes do empreendedor diante da oportunidade e da viabilidade econômico-financeira do empreendimento.  Ele propicia segurança para quem quer iniciar uma empresa com maior probabilidade de sucesso ou mesmo ampliar ou promover inovações em seu negócio já em pleno funcionamento. Organiza as ideias do empreendedor e se torna um verdadeiro mapa na nova caminhada.

O plano de negócio serve de roteiro para orientar o futuro empresário na busca de informações detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá ofertar ao mercado, seus clientes, concorrentes e fornecedores e, principalmente, os pontos fortes e debilidades do negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade da ideia, ao mesmo tempo em que serve de guia na gestão da empresa nascente.

A preparação de um plano de negócio é um grande desafio, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Ainda que o empreendedor possa contratar um consultor para orientá-lo pessoalmente, que é o ideal, o plano de negócio deve ser elaborado pelo próprio interessado, pois é do empreendedor e não do consultor. Elaborando pessoalmente o seu plano sob medida, baseado em informações que ele próprio levantou, o empresário irá com toda certeza depositar mais confiança nele.

Informação é a matéria prima de qualquer plano de negócio, portanto, é necessário pesquisar para conhecer tudo sobre o setor em que pretende entrar. Informações podem ser obtidas em jornais, revistas, associações, órgãos públicos, feiras, cursos, junto a outros empresários do ramo, na internet ou com clientes e fornecedores potenciais.

Compreenda que o documento é uma trilha e não uma estrada definitiva. Não deve ser encarado como um instrumento rígido; é preciso acompanhá-lo permanentemente e por isso, deve ser feito de preferência no computador para facilitar as correções.

O plano de negócio fala por si mesmo. Quanto melhor a sua aparência e quanto mais clara a exposição das ideias, melhores serão os resultados. Além disso, se estiver bem feito e organizado, ficará mais fácil a sua utilização e consulta no dia-a-dia. Com certeza o maior usuário e beneficiário do plano é o próprio empresário no momento que o estiver colocando em prática, mas ele também pode ser usado para se conseguir novos sócios e investidores, estabelecer parcerias com fornecedores e clientes, ou mesmo para ser apresentado a bancos a fim de pleitear um financiamento.

Lembre-se que o plano só estará completo se for capaz de responder a grande pergunta: “vale a pena abrir, manter ou ampliar este negócio?”

Soeli de Oliveira é consultora e palestrante das áreas de marketing, varejo, atendimento e motivação do Instituto Tecnológico de Negócios. www.itnconsultorias.com.br  e-mail: soeli@sinos.net – Novo Hamburgo – RS.